LucianaFranklin

“A palavra é metade de quem a pronuncia, metade de quem a escuta” Michel de Montaigne

Textos


Ó Fortuna de Carl Orff

Ó sorte!

És como a lua, mutável, sempre aumentas e diminui a vida detestável

Ora oprime

Ora cura

Para brincar com a mente, a miséria, o poder, ela os funde como gelo

Sorte imensa e vazia, tu, rota volúvel

És má, vã é a felicidade sempre dissolúvel, nebulosa e velada, também a mim contagias

Agora, por brincadeira, o dorso nu, entrego a tua perversidade

Sorte na saúde e virtude

Agora me é contrária

Dá e tira

Mantendo sempre escravizado , nesta hora, sem demora, tange a corda vibrante

Porque a sorte abate o forte

Chorais todo comigo.

 

 

"Ó Fortuna" é um poema que faz parte dos manuscritos de Carmina Burana, criado aproximadamente entre os anos de 1100 e 1200. Este poema é dedicado à Fortuna, deusa romana da sorte e da esperança. Sua fama atual em todo o mundo se deve a Carl Orff ter composto a música para este poema e ter colocado como parte de sua cantata (é um tipo de composição vocal, para uma ou mais vozes, com acompanhamento instrumental), Carmina Burana.

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Fortuna#:~:text=O%20Fortuna%20%C3%A9%20um%20poema,da%20sorte%20e%20da%20esperan%C3%A7a.

LucianaFranklin
Enviado por LucianaFranklin em 28/06/2024
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