LucianaFranklin

“A palavra é metade de quem a pronuncia, metade de quem a escuta” Michel de Montaigne

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Devemos considerar a morte como sendo um objetivo, uma meta, Jung?

"Sim. Recuar diante disso é evitar a vida. Pense no amanhã e não só no passado, pois o passado petrifica. Considero o ciclo da vida como “um processo energético, como qualquer outro, mas em princípio, todo processo energético é irreversível e, por isto, é orientado univocamente para um objetivo. E este objetivo é o estado de repouso” (p. 358). Este estado de repouso é a própria morte".

Carl Gustav Jung

 

Carl Jung considerava a morte como um objetivo e uma meta a ser alcançada. Ele acreditava que a morte é uma parte natural do processo de desenvolvimento humano e que fugir dela é esquivar-se da vida. Para Jung, a morte é um estado de repouso, o fim de um ciclo energético irreversível. Ele também acreditava que a morte é uma experiência transformadora e que a vida e a morte são complementares, não opostas.

 

Jung defendia que a morte deve ser encarada como uma meta, e que voltar-se contra ela é anormal e doentio. Ele também acreditava que a morte é uma parte integrante do caminho da individuação. a morte promove a vivência do enlutamento. Não é possível elaborar o luto sem visitar as imagens de morte e do morrer tanto do ponto de vista da sociedade quanto dos indivíduos

 

Jung, C. G. (1986). A natureza da psique. In: A alma e a morte (p.357-367). (2a ed.). Petrópolis, RJ: Vozes. (Trabalho original publicado em 1934).

 

 

LucianaFranklin
Enviado por LucianaFranklin em 29/01/2025
Alterado em 29/01/2025
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