LucianaFranklin

“A palavra é metade de quem a pronuncia, metade de quem a escuta” Michel de Montaigne

Textos

O sofrimento que assalta a alma humana é fruto de uma ilusão profunda
Os sentimentos de fraqueza e impotência são consagrados por ilusões criadas por conceitos limitantes sobre nós mesmos: "não suba aí para não se machucar, não pise no chão para não se resfriar, não converse com estranhos para não correr riscos, etc.".
Então somos frágeis, vulneráveis, fracos, enfim, desenvolvemos uma convicção de fraqueza com qual passamos a vida toda convivendo.

Revolta e indignação são sofrimentos criados a partir do apego às ideologias.
Quando adentramos o terreno movediço do conflito entre o certo e o errado é que nos tornamos revoltados, indignados e agressivos. Nesse momento, as trincheiras às quais nos ajustamos, tornam-se o nosso lar.

Tudo aquilo que nos faz sofrer é fruto de uma ilusão.
A ilusão do apego, portanto, a libertação, a felicidade e a realização só serão possíveis mediante o desapego.

É preciso desconstruir essa identificação com os conceitos que abraçamos, com os valores que defendemos, com a visão de mundo que professamos, não há o menor sentido em deixar que aquilo que não funciona e nunca funcionou continue regendo as nossas vidas.

O sofrimento que assalta a alma humana é fruto de uma ilusão profunda
um engano que molda nossas percepções dita nossas experiências.

O sentimento amargo de perda só ganha vida graças à ilusão da posse essa crença equivocada de que podemos deter algo para sempre.

A humilhação, que nutre o ódio e a revolta em nossos corações surge das ilusões de apego à própria imagem é resultado do orgulho e da vaidade, construídas através da identificação equivocada como um falso eu.

Precisamos nos  preencher  única e exclusivamente de nós mesmos. Que é justamente essa desconexão com o próprio eu que nos transformam em pessoas carentes, que ficam mendigando afeto de pires na mão pelo mundo.


LucianaFranklin
Enviado por LucianaFranklin em 31/01/2025
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