![]() A consolação do belo e a volúpia do bemEm Kardec, o que precede se pode concluir que a beleza real consiste na forma que mais afastada se apresenta da animalidade e que melhor reflete a superioridade intelectual e moral do Espírito, que é o ser principal. Influindo o moral, como influi, sobre o físico que ele apropria às suas necessidades físicas e morais, segue-se: 1o que o tipo da beleza consiste na forma mais própria à expressão das mais altas qualidades morais e intelectuais; 2o que, à medida que o homem se elevar moralmente, seu envoltório se irá avizinhando do ideal da beleza, que é a beleza angélica. (Allain Kardec Teoria da Beleza, Obras Póstumas, 1869)
Michel de Montaigne (A MEDITATIO MORTIS MONTAIGNIANA) possui a volúpia como virtude, por isso mergulha fundo na sensualidade da vida, única forma de desfrutar de si próprio. Lembra-se, então, com saudades da juventude e recusa-se a apreciar a sabedoria da velhice. O mesmo sentido Montaigne sente da sociedade. Não tenta modifica-la, melhorá-la. Apenas a aceita, pois os costumes, as instituições, os ordenamentos “são todos igualmente tolos e extravagantes”. Vivia em uma época de lutas políticas e religiosas, mas tinha a esperança de poderiam conduzir a algo pelo menos moderado, estável. “Uso, costumes, leis e religiões desaparecem. Estou sozinho, a morte é certa. Não estou em casa, não sei de onde venho nem para onde vou. O que possuo, o que me resta? Eu mesmo. ” Afinal, “O homem não é tão ferido pelo que acontece, e sim por sua opinião sobre o que acontece”.
Montaigne, Michel Eyquem de, 1533-1592. Ensaios / Michel de Montaigne; tradução de Sérgio Milliet. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1984. (Os pensadores). LucianaFranklin
Enviado por LucianaFranklin em 24/02/2025
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