LucianaFranklin

“A palavra é metade de quem a pronuncia, metade de quem a escuta” Michel de Montaigne

Textos

desde que nascemos

Desenvolvemos crenças e narrativas que tentam dar sentido à existência. Criamos robôs, congelamos doentes, enterramos reis com "criados", ouro e comida (caso eles precisem). Fazemos oferendas para agradar e pedir e muitas vezes nossa mente consegue mesmo.

Religião?

Filosofia?

Ciência?

Todas?

A ideia do nada absoluto é perturbadora. Vai contra nossa experiência cotidiana que parece seguir ciclos constantes de transformações. Criamos escolas, hospitais, fábricas para congelar. A ideia do nada absoluto é perturbadora. Assumir o fim definitivo da nossa consciência exige ir contra nossa experiência cotidiana. Oramos e obtemos. Suplicamos e mesmo assim morremos (para um eterno relativo e provisório, enquanto alguém ainda lembrar de nós).

Tudo que vivemos e aprendemos pode deixar de existir. A consciência sobrevive a morte do corpo?

A morte é uma transição para outro estado de ser, ou não, é o fim mesmo.

A consciência transcende o ser? Ou não.

Talvez Nietzsche tenha razão em afirmar que niilista é aquele que acredita nos transcendentais.

Será que há um limite para a experiência da consciência?

Estamos pulando em entrelinhas do multiverso?

Já estamos mortos e nossa consciência continua navegando por outras possibilidades?

Estamos todos mortos, Colossenses 3:3-10, "um eco da nossa busca por algo eterno" (Elías Montiel).

 

fonte: http//qual-o-estado-dos-mortos.com.br

 

 

 

 

LucianaFranklin
Enviado por LucianaFranklin em 11/03/2025
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