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Noluntas ou nihil privativum
A voz de Schopenhauer é forte;
a sua verve, prodigiosa; a sua verdade, azeda; a sua capacidade de nos arrebatar, quase infinita. O mundo dos fenômenos é pura aparência? A essência dos fenômenos deve ser aniquilada (como um nada numênico)? Existe uma oposição relativa (nihil privativum) à vontade através da noluntas, enquanto que no caso do gênio existe uma oposição absoluta entre fenômeno e númeno, noluntas? Disso se segue um paradoxo incontornável? Schopenhauer era seu maior adversário de Hegel? Como uma escavadeira, seu discurso arrancava as raízes das árvores materialistas, realistas e idealistas? Com uma competência até então inédita, lia e compreendia Kant, a ponto de mostrar-lhe os erros de raciocínio? Reduziu suas doze categorias a uma só: a causalidade, enaltecendo-a? Nas obras de Schopenhauer foram impiedosamente desmascaradas as palavras do "sicário da verdade", do "mercenário acadêmico", do autor das "palhaçadas filosóficas", isto é, do seu maior rival, Hegel, colega de trabalho, de quem tinha indisfarçada inveja e por quem alimentava indescritível desprezo? O materialismo, segundo ele, erra ao negar o sujeito, reduzindo-o à matéria; o idealismo - quando investe contra o que chama de absurdos acadêmicos - erra porque porque nega o objeto, reduzindo-o ao sujeito.? Na verdade, diz Schopenhauer, o mundo é "minha" representação? Tout court. O melhor do nada. Mário Eduardo Viaro, 2016.
LucianaFranklin
Enviado por LucianaFranklin em 17/03/2025
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