![]() a jornada rumo ao Spiriticom transcendentalO engenheiro George Meek, concedeu uma entrevista coletiva no Clube Nacional de Imprensa de Washington, DC, para anunciar que havia obtido prova científica da vida após a morte: um aparelho chamado Spiricom (de “Spirit” e “Communication”), criado por um técnico de eletrônica dotado de poderes mediúnicos, William O’Neil, permitia manter conversas em tempo real com espíritos desencarnados. No Clube de Imprensa foi anunciado que, usando esse equipamento, haviam conseguido travar longos diálogos com um espírito e tinha as gravações para provar! Incluindo vídeos!
O fato de os celulares hoje não terem aplicativos Spiricom Plus para permitir que os vivos e os mortos batam papo à vontade sugere fortemente que havia algo errado com essa história. O primeiro problema é que o Spiricom jamais funcionou com ninguém. O segundo é que, nos vídeos, o operador sempre aparece de costas para a câmera. Portanto, é impossível garantir que o operador vivo não esteja fazendo as duas vozes da conversa.
O único ponto vagamente a favor da autenticidade dos diálogos era o fato de as vozes dos espíritos realmente soarem como algo sobrenatural, ou um efeito especial de filme de ficção científica. Autores descrevem-nas como “mecânicas”, “robóticas”, “zumbificadas”. O lado suspeito é que toda essa distorção faz com que soem todas muito parecidas.
Por fim, numa publicação cética onde as páginas de anúncios classificados traziam seções como “Pirâmides”, “Magia das Runas”, “Numerologia” e, claro, “Autoajuda” – completou a demolição do Spiricom onde não só apontou inúmeras similaridades entre o modo de falar como mostrou que a voz “robótica” era compatível com o som gerado quando se usa uma laringe eletrônica para distorcer a voz normal de uma pessoa.
Por Leandro Steiw Atualizado em 31 out 2016, 18h51 - Publicado em 30 abr 2005, 22h00
LucianaFranklin
Enviado por LucianaFranklin em 03/04/2025
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