LucianaFranklin

“A palavra é metade de quem a pronuncia, metade de quem a escuta” Michel de Montaigne

Textos

miséria é miséria em qualquer canto*

 

"Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Cores, raças, castas, crenças
Riquezas são diferenças"

 

Fernando Collor de Mello, ex-presidente do Brasil, teve um dos momentos mais emblemáticos da política brasileira quando foi impeached em 1992. Mas sua prisão não ocorreu diretamente após o impeachment. Collor foi investigado e preso em 2017, em um contexto de investigações sobre corrupção, especialmente relacionadas à Operação Lava Jato. Ele foi acusado de envolvimento em um esquema de corrupção envolvendo contratos com empresas públicas. A prisão de Collor ocorreu em Maceió, Alagoas, às 4 horas da manhã do dia 24 de abril deste ano, quando estava se deslocando para Brasília, para cumprimento espontâneo da decisão do ministro Alexandre de Moraes. Em maio, o Supremo autorizou o ex-presidente a cumprir pena em prisão domiciliar, após a defesa de Collor comprovar que ele sofre de doenças graves, como Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar. O benefício foi concedido em caráter humanitário. Seu irmão caçula, o empresário já falecido Pedro Affonso Collor de Mello (1952-1994) é o coautor do livro Passando a limpo - A trajetória de um farsante, que retrata os bastidores do governo de corrupção de seu irmão. Pai do Plano Collor, um conjunto de medidas econômicas implementadas no Brasil entre 1990 e 1991 para combater a hiperinflação, marcante pelo bloqueio e confisco de ativos financeiros (como cadernetas de poupança) e a subsequente liberalização econômica e privatizações.

 

José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, nome que marcou a história política recente do Brasil que em 2012, foi preso por envolvimento no famoso mensalão, um esquema de compra de votos no Congresso Nacional. Ele foi condenado por corrupção ativa, formação de quadrilha e outros crimes. Mas, após cumprir parte de sua pena, ele conseguiu obter liberdade condicional, mas o caso ainda se arrastou por anos no sistema judiciário brasileiro.

 

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil de 2003 a 2010, e agora desde janeiro de 2023 a 2026 que em 2017 foi preso por um processo que envolvia o caso tríplex no Guarujá, relacionado à Operação Lava Jato e sua prisão de Lula gerou grande divisão no país. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal anulou as condenações do ex-presidente, restaurando seus direitos políticos, podendo assumir a presidência em 2022.

 

Eduardo Cunha, ex-deputado federal e um dos protagonistas do impeachment de Dilma Rousseff, também foi preso em 2016, mas sua prisão foi resultado de sua acusação de corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes ligados à Operação Lava Jato. Cunha foi condenado por envolvimento em diversos esquemas de corrupção, especialmente nas negociações com a Petrobras. Sua prisão foi considerada um dos marcos no combate à corrupção no Brasil.

 

Antônio Palocci (Palofi) que a Polícia Federal prendeu em São Paulo, na 35ª etapa da Operação Lava Jato, ex-ministro da Casa Civil e Fazenda do governo Lula. O pedido de prisão temporária (cinco dias) partiu da Polícia Federal – e não do Ministério Público Federal. Três foram os focos principais das investigações, que se desenrolam desde março envolvendo o ex-ministro: as tratativas de converter um projeto de lei em Medida Provisória 460/2009, o que favoreceu construtoras; interferência de Palocci para que a construtora Odebrecht obtivesse mais crédito com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para atividades no exterior e interferência numa licitação da Petrobras para que a estatal adquirisse 21 navios para o pré-sal. A Petrobras chegou a idealizar a criação de uma empresa, a Sete Brasil, para administrar a aquisição de plataformas de petróleo.

 

Michel Temer, o segundo ex-presidente da República a ser preso pela suposta prática de crime comum. Ele foi levado pelos policiais federais ao Aeroporto de Guarulhos e foi para o Rio de Janeiro, onde permaneceu preso. A investigação teve como base as delações de José Antunes Sobrinho, empresário ligado à Engevix, e do corretor Lúcio Funaro. A prisão de Temer decorreu de investigações após delação premiada do empresário José Antunes Sobrinho, no âmbito da Operação Pripyat, um dos desdobramentos da Lava Jato. Segundo a acusação, Temer havia cometido delitos de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvidos em negações de contratos da Eletronuclear com a empresa Engevix.

 

Jair Bolsonaro, Mauro Cid e Max Guilherme foram envolvidos em diversos escândalos, incluindo acusações de falsificação de documentos e fraudes relacionadas à candidatura presidencial. Mas, embora a prisão de figuras de apoio seja comum em investigações de corrupção, a conexão de figuras tão próximas do ex-presidente agitou o cenário político.

 

Paulo Maluf (rouba mas faz) ex-prefeito e ex-governador de São Paulo, que enfrentou diversas acusações de corrupção. Maluf foi preso em 2017, após ser condenado por lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

 

José Sarney foi denunciado duas vezes pela Procuradoria Geral da República na Operação Lava Jato, acusado de receber propina de contratos superfaturados da Petrobras e de subsidiárias da estatal, como a Transpetro.

 

* Miséria, Letra de Titãs 1984.

FONTE:

https://www.jornalcontabil.com.br

LucianaFranklin
Enviado por LucianaFranklin em 12/09/2025
Alterado em 12/09/2025
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