LucianaFranklin

“A palavra é metade de quem a pronuncia, metade de quem a escuta” Michel de Montaigne

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Geografia deleuziana do pensamento

A questão central da filosofia deleuziana é o pensamento tal como se exerce não só na filosofia, mas também nas ciências, nas artes, na literatura, de modo que todos esses saberes estão no mesmo nível, nenhum é superior ou inferior ao outro do ponto de vista da criação; segundo, e mais fundamentalmente, quis dizer que a filosofia de Deleuze, em vez de supor que o pensamento tem uma história linear e progressiva, como em Hegel , ou até mesmo uma história descontínua, como em Foucault, privilegia a constituição de espaços ou de tipos. A filosofia de Deleuze é mais uma geografia do que uma história, é no sentido de que ela considera o pensamento em suas diversas formas privilegiando a constituição de dois espaços: os espaços da diferença e da representação. Assim, para pensar filosoficamente, ele parte sempre do pensamento de determinados filósofos ou não-filósofos que privilegia, sem, no entanto, privilegiar de que época eles são. O importante para ele é se esses pensadores expressam a representação ou a diferença.

 

O objetivo é seguir as conexões e os fluxos que compõem um pensamento, em vez de isolar o objeto de suas inter-relações, pois para Deleuze, o ato de pensar é a única criação verdadeira, e a filosofia se opõe a fixar o pensamento em representações estáticas. A geografia deleuziana, portanto, busca mapear as potencialidades criativas de um pensamento e propõe um pensamento da diferença e da multiplicidade, que sua cartografia busca mapear.

 

FONTE:

https://www.ihuonline.unisinos.br/artigo/3262-roberto-machado-2

LucianaFranklin
Enviado por LucianaFranklin em 17/10/2025
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