LucianaFranklin

“A palavra é metade de quem a pronuncia, metade de quem a escuta” Michel de Montaigne

Textos


As plantas pensam

Nos anos 1970, um período marcado por avanços tecnológicos e uma efervescência de movimentos contraculturais, as fronteiras do conhecimento estavam em expansão. Enquanto a ciência se consolidava em áreas como computação e física, havia também uma crescente curiosidade por campos mais sutis, como bioenergia, percepção extra-sensorial e a interconexão entre os seres vivos. Foi nesse contexto que Marcel Vogel emergiu como uma figura singular, combinando o rigor científico com uma profunda intuição espiritual.

 

Entre suas pesquisas mais intrigantes, destaca-se a comunicação com as plantas. Inspirado pelos estudos de Cleve Backster sobre bioenergia e respostas emocionais em organismos vivos, Vogel conduziu experimentos que buscavam compreender a capacidade das plantas de reagir às intenções humanas. Suas descobertas desafiaram paradigmas tradicionais e abriram novos caminhos para explorar a relação entre ciência, consciência e a natureza.

 

Vogel começou seus próprios experimentos utilizando o polígrafo para medir as respostas elétricas das plantas. Ele descobriu que, ao estabelecer uma intenção ou se conectar emocionalmente com as plantas, estas demonstravam mudanças significativas em suas leituras elétricas. Por exemplo, quando Vogel projetava pensamentos de carinho ou apreciação, os sinais registrados mostravam padrões harmoniosos, enquanto intenções de agressividade ou dano causavam perturbações nos padrões energéticos. Isso sugeria que as plantas possuíam uma sensibilidade extraordinária às energias emitidas pelo ambiente e pelos seres humanos.

 

Os resultados de seus estudos foram impressionantes e, muitas vezes, desafiadores para o paradigma científico da época. Um dos exemplos mais notáveis foi a reação imediata das plantas a eventos ocorridos em outra sala, como a quebra de um ovo ou a entrada de uma pessoa com forte carga emocional. Esses experimentos levantaram questões profundas sobre a natureza da consciência e a interconexão entre os seres vivos.

 

Além disso, Vogel observou que a comunicação com as plantas parecia ser mais eficaz quando realizada com uma intenção clara e genuína, reforçando a ideia de que pensamentos e emoções humanas possuem um impacto direto no campo energético ao redor. Ele acreditava que essa conexão transcendia as limitações físicas, apontando para uma teia energética que unia todos os seres vivos.

 

A pesquisa de Marcel Vogel abriu novos caminhos para entender a bioenergia e a consciência, sugerindo que as plantas não são apenas seres passivos no ecossistema, mas participantes ativos em um sistema interconectado de troca de informações. Seu trabalho continua a inspirar cientistas e exploradores da relação entre a energia, a vida e a consciência, desafiando-nos a reconsiderar nosso papel no mundo natural.

 

FONTE:

https://linguagemsecretadasplantas.com/marcel-vogel-e-sua-revolucao-sobre-a-comunicacao-com-as-plantas/

TOMPKINS, Peter. CHRISTOPHER, Bird. A vida Secreta das Plantas. São Paulo: Círculo do Livro, 1973.

LucianaFranklin
Enviado por LucianaFranklin em 23/10/2025
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

Site do Escritor criado por Recanto das Letras