

Um Mestre do Polígrafo (para plantas)Nos anos 1960, em plena Guerra Fria, a CIA estava no auge de suas atividades secretas, e entre seus especialistas mais respeitados estava Cleve Backster, um mestre do polígrafo – o famoso detector de mentiras. Backster era reconhecido como um dos maiores peritos no uso do equipamento, sendo responsável por treinar agentes norte-americanos em técnicas de interrogatório e detecção de fraude. Mas sua carreira tomaria um rumo inesperado em 1966, quando um experimento aparentemente banal mudou completamente a trajetória de sua vida — e o transformou em uma figura controversa entre cientistas, místicos e curiosos.
Na madrugada de 2 de fevereiro de 1966, em seu laboratório particular em Nova York, Backster teve uma ideia inusitada: conectar os eletrodos de um polígrafo a uma planta de dracena. Seu objetivo inicial era apenas testar como o aparelho reagiria a organismos vivos fora do contexto humano. Para sua surpresa, o traçado do gráfico começou a oscilar de forma inesperada, como se a planta estivesse reagindo. Intrigado, Backster decidiu ir além: pensou em queimar uma de suas folhas para observar o resultado. Segundo ele, antes mesmo de pegar o fósforo, o gráfico disparou violentamente, como se a planta tivesse percebido a intenção de ser ferida. Backster ficou chocado. Se aquilo fosse real, significaria que plantas não só reagiam a estímulos físicos, mas captavam intenções humanas.
Esse momento marcaria o início do que ele mais tarde chamaria de “percepção primária”, uma forma de comunicação entre todos os seres vivos que transcenderia os sentidos conhecidos. “Foi como se a planta tivesse lido meus pensamentos. Naquele instante, percebi que estávamos diante de algo muito maior do que imaginávamos.” — Cleve Backster, em entrevista anos depois.
Sem espaço na academia, Cleve Backster criou sua própria instituição, a Backster Foundation, dedicada a estudar a percepção primária em plantas e outros organismos. Lá, ele continuou seus experimentos por décadas, reunindo um grupo pequeno, mas fiel, de colaboradores e entusiastas. Ele continuou ativo até seus últimos anos de vida, ministrando palestras e participando de programas de televisão. Ele faleceu em 2013, aos 89 anos, ainda convicto de que havia descoberto algo revolucionário.
FONTE: https://jornalkapital.com.br/o-homem-que-tentou-conversar-com-as-plantas-a-vida-e-os-experimentos-de-cleve-backster/
IMAGEM: https://casacor.abril.com.br/pt-BR/noticias/paisagismo/dracenas-conheca-os-principais-tipos-cuidados-e-beneficios-ao-ambiente LucianaFranklin
Enviado por LucianaFranklin em 29/10/2025
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