

E se o sol ainda nasce quadrado a gente ainda paga por issoRecebeu o apelido "Lobão" na escola, pelo fato de se vestir com um macacão de jardineiro preso por um alça só, que lembrava o Lobão, personagem da Disney. Embora ele tenha mencionado que chegou a apoiar o PT e os governos de Lula e Dilma por um período (cerca de 13 anos) em seus inícios, ele se tornou um crítico veemente do partido, especialmente devido a questões de corrupção e posicionamentos políticos. Em entrevistas e manifestações, Lobão declarou que a "roubalheira era uma bandeira do PT" e participou de atos a favor do impeachment de Dilma Rousseff. Ele sempre manteve uma postura de independência e crítica em relação a diversos espectros políticos. Lobão foi apoiador de Jair Bolsonaro nas eleições de 2018, mas depois mudou de posição e se tornou crítico do governo, defendendo inclusive o impeachment. Ele justificou sua posição inicial como uma forma de "destruir o PT" e, posteriormente, alegou que o presidente não tinha "capacidade intelectual para gerir o Brasil".
“Sou odiado pela esquerda e pela direita”, diz Lobão.
Lobão se apresentou em um dia dedicado a bandas de heavy metal (como Guns N' Roses, Judas Priest e Sepultura) e foi recebido com hostilidade pelo público, que atirou objetos no palco. Ele abandonou o show após proferir ofensas à plateia, o que criou uma rixa histórica.
Recentemente, em entrevistas a podcasts, Lobão voltou a criticar o heavy metal, comparando o gênero ao sertanejo por, em sua visão, ter se tornado repetitivo e sem "swing". Ele também declarou odiar o Iron Maiden, chamando a banda de "cafona" e "porcaria", e comparou seus fãs à torcida do Corinthians, o que gerou grande indignação nas redes sociais.
Lobão argumenta que o heavy metal "nórdico" e "branco" perdeu a essência negra e o suingue presentes no blues e em bandas pioneiras como Led Zeppelin e Black Sabbath. A comunidade metaleira, especialmente os fãs de bandas como o Iron Maiden, reagiu com fúria nas redes sociais, criando memes e expressando indignação com as críticas. Embora alguns poucos fãs e até músicos (como Kiko Loureiro, em certa medida) tenham concordado com pontos específicos de sua análise, a percepção geral é de um conflito contínuo.
Revanche Canção de Lobão ‧ 1986
Eu sei Já faz tanto tempo Que a gente volta aos princípios Tentando acertar o passo Usando mil artifícios Mas sempre alguém tenta um salto E a gente é que paga por isso. Fugimos pras grandes cidades Bichos do mato em busca do mito De uma nova sociedade Escravos de um novo rito. Mas se tudo deu errado Quem é que vai pagar por isso? Eu não quero mais nenhuma chance Eu não quero mais revanche A favela é a nova senzala Correntes da velha tribo E a sala é a nova cela Prisioneiros nas grades do vídeo E se o sol ainda nasce quadrado A gente ainda paga por isso. Um café, um cigarro, um trago Tudo isso não é vício São companheiros da solidão Mas isso só foi no início Hoje em dia somos todos escravos E quem é que vai pagar por isso?
“É necessário ressaltar aqui que, com a exceção do Sepultura, acho a estética metal um tanto vascaína, circense e monotemática para meu gosto. (Acho um pouco repetitivo esse papo de satã, morte, inferno, apocalipse, pragas epidêmicas, sem falar naqueles cantores dando aqueles falsetes terríveis, parecendo empalados por um imenso caralho enterrado na bunda.)”
FONTE/IMAGEM: https://guitarload.com.br/noticia/em-novo-livro-lobao-detona-o-heavy-metal/ LucianaFranklin
Enviado por LucianaFranklin em 06/11/2025
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. |