LucianaFranklin

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IPECA

A ipeca (ou ipecacuanha) tem sido utilizada na medicina devido aos seus princípios ativos, principalmente a emetina e a cefalina, que lhe conferem propriedades farmacológicas como emética (induz vômito), expectorante e antiamebiana.

 

Principais Usos na Medicina

Emetizante: Historicamente, o xarope de ipeca foi amplamente utilizado para induzir o vômito em casos de envenenamento ou overdose de medicamentos. No entanto, seu uso para essa finalidade tem diminuído e é desencorajado por profissionais de saúde na maioria dos casos, devido ao risco de efeitos colaterais graves, como lesões na garganta, pneumonia aspirativa e problemas cardíacos, além de nem sempre ser eficaz na remoção do veneno.

Expectorante: Em doses menores, os extratos de ipeca podem ser usados como auxiliares no tratamento de condições respiratórias, como tosse catarral e bronquite, pois ajudam a soltar o muco e facilitam a expectoração.

Antiamebiano: A emetina, um dos alcaloides da raiz da ipeca, possui propriedades anti-inflamatórias e antiamebianas, sendo utilizada no tratamento de certas infecções parasitárias, como a amebíase.

Homeopatia: A ipeca também é um ingrediente comum em medicamentos homeopáticos, onde é usada em diluições específicas para tratar náuseas, vômitos persistentes e problemas respiratórios, como asma brônquica.

 

A ipecacuanha (Psychotria ipecacuanha), também chamada cagosanga, poaia, raiz-do-brasil e ipeca, é uma planta da família Rubiaceae, muito comum nos solos das florestas dos estados da Bahia e de Mato Grosso, no Brasil. Os primeiros usos dessa planta, vieram dos povos indígenas brasileiros. Atualmente, os povos Tapeba e Tremembés, no Ceará, ainda usam tradicionalmente essa planta na sua medicina, tendo uso principalmente em feridas ou problemas urinários. Segundo Cristina Brandt Friedrich, que fez uma pesquisa sobre a influência das doenças trazidas por colonizadores na formação do Brasil, de todo conhecimento da flora medicinal indígena, ipecacuanha, também conhecida como “planta de doente de estrada”, foi a planta que mais interessou aos europeus por ser usada como purgativo e antídoto para qualquer veneno.

O xarope da planta, chamado xarope de ipeca, já foi usado por bulímicos a fim de induzir o vômito, mas o seu uso repetido causa acumulação no fígado e problemas no músculo cardíaco.

 

Referências

FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 966.

FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 350.

Morais, Selene Maia de; Dantas, Joana D'arc Pereira; Silva, Ana Raquel Araújo da; Magalhães, Everaldo Farias (junho de 2005). «Plantas medicinais usadas pelos índios Tapebas do Ceará». Revista Brasileira de Farmacognosia: 169–177. ISSN 0102-695X. doi:10.1590/S0102-695X2005000200017. Consultado em 28 de maio de 2024

Fonteles, José (2014). «Medicina Tradicional do Povo Tremembé» (PDF). Universidade Federal do Ceará. Consultado em 20 de outubro de 2024

Livro revela papel de doenças (e curas) na formação do país. http://www.controversia.com.br/index.php?act=textos&id=8830

 

https://homeopatiaalmeidaprado.com.br/index.php?route=product/product&product_id=22

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Enviado por LucianaFranklin em 10/12/2025
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