

A pena da duplicidade é ferramenta perfeita para tramar a mentira perfeitaA caneta (pena) pode ser vista metaforicamente como um instrumento poderoso. Através da escrita, é possível construir narrativas, ficções e, sim, mentiras elaboradas que parecem verdadeiras (a pena da duplicidade). Ferramenta perfeita para tramar a mentira perfeita: ideia de dissimulação e a habilidade de apresentar uma versão falsa da realidade de forma impecável, uma prática frequentemente analisada em obras que lidam com a moralidade, a psicologia humana e a natureza da verdade. Lembranças podem variar tanto quanto o humor.
A duplicidade (ou o duplo, o outro, o doppelgänger) é, no entanto, um tema central e obsessivo na obra de Borges, explorado em diversos contos e poemas. O tema do duplo aparece em contos como:
Essas narrativas usam o artifício do duplo para questionar a realidade, a identidade, a autoria e a natureza da existência, desafiando o leitor a distinguir o original da cópia ou do simulacro. A referência à "pena" pode aludir ao ato da escrita e como ela cria cópias ou realidades paralelas.
FONTE: BORGES, J. L. Ficções. São Paulo: Globo, 1999. LucianaFranklin
Enviado por LucianaFranklin em 23/12/2025
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