LucianaFranklin

“A palavra é metade de quem a pronuncia, metade de quem a escuta” Michel de Montaigne

Textos


Seres humanos são uma forma transicional entre macacos

Na doutrina zaratustriana*, antes de o mundo existir, reinavam dois espíritos ou princípios antagónicos: os espíritos do Bem (Aúra-Masda, Espenta Mainiu, ou Ormuz) e do Mal (Arimã ou Angra Mainiu). Divindades menores, gênios e espíritos ajudavam Ormuz a governar o mundo e a combater Arimã e a legião do mal. Entre as divindades auxiliares, como consta no Avestá a mais importante era Mitra, um deus benéfico que exercia funções de juiz das almas. No final do século III, a religião de Mitra fundiu-se com cultos solares de procedência oriental, configurando-se no culto do Sol. Arimã é representado como uma serpente. Criador de tudo que há de ruim (crime, mentira, dor, secas, trevas, doenças, pecados, entre outros), ele é o espírito hostil, destruidor, que vive no deserto entre sombras eternas. Aúra-Masda, no entanto, é o Criador original, organizador do mundo de modo perfeito. Aúra-Masda é representado também como o divino Lavrador, o que mostra o enraizamento do culto na civilização agrícola, na qual o cultivo da terra era um dever sagrado. No plano cosmológico, contudo, ele é o criador do universo e da raça humana, com poderes para sustentar e prover todos os seres, na luz e na glória supremas.

 

*Assim falou Zaratustra: um livro para todos e para ninguém, um livro escrito entre 1883 e 1885 pelo filósofo alemão Frederich Nietzsche, que influenciou significativamente o mundo moderno. O livro foi escrito originalmente como três volumes separados em um período de vários anos. Depois, Nietzsche decidiu escrever outros três volumes, mas apenas conseguiu terminar um, elevando o número total de volumes para quatro. Após a morte de Nietzsche, ele foi impresso em um único volume. O livro narra as andanças e ensinamentos de um filósofo, que se autonomeou Zaratustra após a fundação do Zoroastrismo na antiga Pérsia. Para explorar muitas das ideias de Nietzsche, o livro usa uma forma poética e fictícia, frequentemente satirizando o Velho e o Novo Testamento. O centro de Zaratustra é a noção de que os seres humanos são uma forma transicional entre macacos e o que Nietzsche chamou de "além-do-homem", normalmente traduzido como "super-homem". Amplamente baseado em episódios, as histórias em Zaratustra podem ser lidas em qualquer ordem. Zaratustra contém a famosa frase "Deus está morto"" (em alemão: Gott ist tot), embora essa também tenha aparecido anteriormente no livro A Gaia Ciência, de Nietzsche, e, antes ainda, em diversas obras de Hegel. Os dois volumes finais não terminados do livro foram planejados para retratar o trabalho missionário de Zaratustra e sua morte.

 

FONTE/IMAGEM:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Zaratustra

NIETZSCHE, Frederich. Assim falou Zaratustra: um livro para todos e para ninguém. Trad. Mário da Silva. 12.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.

NIETZSCHE, F.W. Fragmentos finais (seleção, tradução e prefácio de Flávio R. Kothe). Brasília: Editora da UnB, 2002.

 

 

LucianaFranklin
Enviado por LucianaFranklin em 02/01/2026
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