LucianaFranklin

“A palavra é metade de quem a pronuncia, metade de quem a escuta” Michel de Montaigne

Textos


física da morte do saltimbanco da física

Richard Feynman, um dos físicos mais influentes do século XX, abordava a morte não com medo místico, mas através das lentes da física, da termodinâmica e da biologia, encarando-a como um processo natural, impessoal e fundamental para a renovação da vida. Tudo nele era original e surpreendente. Um dos maiores físicos do século, sabia arrombar cofres, violar segredos militares e tocar bongô. Ele encarava a Ciência como diversão – e vice-versa.

 

Ele via a morte como uma reconfiguração dos átomos e enfatizava que nada se perde e nada é desperdiçado; os átomos que compõem um corpo humano são reciclados pelo universo para formar novas estruturas. Descrevia a natureza como bela, mas impessoal e impiedosa, preocupada com a conservação de suas partes, não com o ego individual, vendo a morte como uma estratégia biológica que sem ela, o ecossistema ficaria obstruído com "modelos antigos", consumindo recursos sem abrir espaço para a inovação e a mudança. A compreensão de que a vida é finita ("game over") tornava a existência mais valiosa para ele. A certeza da morte funcionava como um lembrete para viver intensamente. Feynman não acreditava em uma vida após a morte e rejeitava a angústia existencial sobre esse fato. Em seu leito de morte, Feynman demonstrou seu humor e pragmatismo característicos, dizendo: "Eu odiaria morrer duas vezes. É tão chato".

 

FONTE/IMAGEM:

https://super.abril.com.br/ciencia/o-saltimbanco-da-fisica/#google_vignette

LucianaFranklin
Enviado por LucianaFranklin em 05/02/2026
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

Site do Escritor criado por Recanto das Letras