

Entre primeiras damas e o povo - a tragicomédia do valor e do preço
Os gastos com viagens de Michelle Bolsonaro durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022) envolveram o uso do cartão corporativo para segurança e comitiva. Uma das viagens, para Israel em 2022, gerou custos de R$ 225 mil. Outra, de lazer em 2021 para Alagoas, custou R$ 16,2 mil em diárias para servidores. A comitiva, incluindo a primeira-dama Micelle, teve custos altos, com passagens totalizando R$ 132 mil. O cartão corporativo pagou R$ 16,2 mil por 9 quartos para servidores que acompanharam a então primeira-dama em viagem de lazer. Cartão Corporativo: A Presidência não custeava despesas diretas dela, mas os custos com a equipe de segurança e assessoria eram bancados pelo governo.
Até setembro de 2025, estimativas baseadas em dados do Portal da Transparência indicam que a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, acumulou cerca de R$344 mil em uma visita a Paris. Paris (julho/2024): Gastos de aproximadamente R$ 83,6 mil em passagens aéreas para a abertura dos Jogos Olímpicos. Nova York (março/2024): Custo de cerca de R$ 43,4 mil em passagens para a CSW da ONU. Oriente Médio (nov-dez/2023): Aproximadamente R$ 1,8 mil em passagens aéreas em trechos da comitiva presidencial. Equipe de Apoio: A equipe de suporte a Janja já gastou mais de R$ 1,2 milhão em viagens, conforme reportagem do Estadão. O governo federal argumenta que os gastos com a primeira-dama estão alinhados (via blat) com suas atividades institucionais. Contudo, a oposição questiona o uso de recursos públicos em viagens oficiais.
R$1.626,00 é o salário mínimo em 2026, março e mais de 31 milhões de trabalhadores brasileiros vivem com até um salário mínimo mensal, com dados apontando que um terço da força de trabalho recebe essa quantia. Em 2022, cerca de 35,6% da população ocupada, ou aproximadamente 34,7 milhões de pessoas, estavam nessa faixa de rendimento.
Aproximadamente 35% a 60% dos brasileiros vivem com até um salário mínimo (R$ 1.518,00 em 2025). Cerca de 63 milhões sobrevivem com menos de meio salário mínimo, segundo dados de 2022. Cerca de 30,7 milhões ganham entre 1 e 2 salários mínimos. Apenas 7,6% dos trabalhadores ganham mais de 5 salários mínimos. O Nordeste e Norte possuem as menores rendas, enquanto Centro-Oeste e Sudeste possuem as maiores. A distribuição salarial mostra que, embora a maioria dos trabalhadores esteja na faixa de 1 a 2 salários mínimos, uma grande parte da população ainda sobrevive com o piso nacional. LucianaFranklin
Enviado por LucianaFranklin em 17/03/2026
Alterado em 17/03/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. |