LucianaFranklin

“A palavra é metade de quem a pronuncia, metade de quem a escuta” Michel de Montaigne

Textos

É só dinheiro sendo gasto?

Não tem sobrado. Mas até aí não é nenhuma novidade. O ponto é quanto vai sobrar ano que vem, e no outro, e no outro… Querem fazer sobrar? Quanto?

Não querem.

 

Para justificar que não sobrará nada, e que na verdade irá faltar, passamos a tratar gasto público como investimento, como algo bonito, algo que tem mérito, nobre. Podemos fazer juízo de valor a respeito dos gastos públicos sob qualquer critério que, arbitrariamente, optemos por adotar. É bonito dizer às massas que gastar com determinado programa dito social é investimento, rende opinião pública, votos! Mas no final das contas é só dinheiro malgasto, superfluamente, sem resolver qualquer problema estrutural de longo prazo. Afinal de contas a palavra investimento, proferida pela boca do lobo em pele de cordeiro, remete a retorno. Você “bota” dez, e recebe vinte. Você aufere ganhos de longo prazo. É chic investir. Elegante.

 

"Somos decadentes com elegância. Compramos carros elétricos Chineses porque não conseguimos produzir direito sequer um microchip utilizado em suas placas de circuito, quanto mais os carros. Mas achamos os carros elétricos Chineses algo chic e queremos tê-los, mesmo sem ter onde carregá-los. Assim como achamos chic andar de bicicleta elétrica em uma cidade deficiente de transporte de massa (os patinetes eram ainda mais elegantes)". 

Vitor Péricles

 

FONTE: https://moneyou.com.br/decadence-avec-elegance/

LucianaFranklin
Enviado por LucianaFranklin em 09/04/2026
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