LucianaFranklin

“A palavra é metade de quem a pronuncia, metade de quem a escuta” Michel de Montaigne

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Entrevero com porco psicológico

Na carta de 30 de janeiro de 1908 enviada a Karl Abraham, C.G. Jung confirma que Dumeng Bezzola chamou Sigmund Freud* de "porco psicológico", registrando na página 24 do volume I das cartas de Jung, a rejeição de Bezzola à ênfase freudiana na sexualidade. Para evitar tensões, Jung excluiu Bezzola do I Congresso de Psicologia Freudiana em Salzburgo. 

 

* A teoria psicanalítica baseia-se nas teses de que a vida psíquica é inconsciente e que as pulsões sexuais são fatores causadores tanto da psicopatologia da vida cotidiana quanto das chamadas doenças mentais. O corpo representa prazer e morte, mas não é porco, é o fantasma do neurótico, mas a ideia de um porco psicológico está ligada ao dilema do porco-espinho (Hedgehog's dilemma), uma parábola famosa criada pelo filósofo alemão Arthur Schopenhauer em 1851:

"Em um dia muito frio, porcos-espinhos buscam se agrupar para compartilhar o calor, mas a proximidade faz com que se machuquem com os espinhos uns dos outros. Eles precisam encontrar uma distância segura e ideal para receber o calor sem sofrer a dor das picadas".

 

JUNG. C.G. Cartas, 1906 - 1945 (vol.1). Petrópolis: Vozes, 2000.

 

 

LucianaFranklin
Enviado por LucianaFranklin em 25/06/2026
Alterado em 25/06/2026
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