

No Circo Máximo de PompéiaO Circo Máximo de Pompeia estava lotado, mas o mestre de cerimônias, Flábio, queria apenas evaporar. O espetáculo daquela noite era uma comédia de erros digna dos deuses. No centro da arena, Brutus, o homem-forte, tentava impressionar a plateia levantando uma barra de ferro visivelmente falsa. O problema começou quando uma mosca pousou em seu nariz. Ao tentar espantá-la, Brutus soltou o peso cenográfico, que flutuou levemente com o vento e pousou na cabeça de um centurião na primeira fileira. A plateia explodiu em gargalhadas, achando que o militar fazia parte do número de magia.
Enquanto isso, no trapézio, a águia dos céus, Lorena, tentava se soltar após sua túnica se enroscar nas cordas. Ela girava como um frango no espeto, gritando impropérios em latim vulgar que fariam um gladiador corar. Para piorar, o Monte Vesúvio deu um leve ronco, sacudindo o chão e fazendo as pipocas de grão-de-bico voarem. O público engoliu em seco, olhando para a montanha com medo. Flábio, suando frio, pulou para a arena e gritou: — Calma, cidadãos! Como podem ver, até as forças de Rogélio tremem diante do nosso talento!
E agora, para o grande final: o sumiço dos denários! Antes que a montanha resolvesse fazer o seu próprio show, a trupe inteira recolheu as moedas do público e correu em direção ao porto, deixando para trás um centurião confuso com uma barra de gesso na cabeça. Pompeia podia estar prestes a entrar para a história, mas o circo já tinha garantido o jantar. LucianaFranklin
Enviado por LucianaFranklin em 21/10/2026
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